Smartphones x celular: especialistas e usuários falam da opção pela troca

Arquivo Reuters / Especialistas e usuários falam sobre a difcil arte de decidir quando trocar de aparelho RIO – Os smartphones, celulares chamados de “inteligentes” por possuir recursos de computador de mão e muito mais do que simplesmente o dom da fala, estão cada vez mais acessíveis aos consumidores que já não precisam de muito esforço para trocar de aparelho. Muitos destes telefones trazem telas coloridas de mais de 2 polegadas, MP3 player, internet e e-mails, trocam arquivos com o computador (via Bluetooth) e, além disso, também fazem ligações. Os aparelhos, que no varejo chegam a custar entre R$ 1.200 e R$ 2.100, estão sendo oferecidos pelas operadoras de telefonia em planos de minutos suficientemente convidativos para fazê-los custar R$ 500, valores reduzidos com a ajuda de programas de pontos e cartões fidelidade. Mas quando é a hora de fazer o upgrade? Será que o usuário precisa, de fato, disso tudo?

” Com ele atendo a mais clientes, faço mais dinheiro, então o valor da conta não é algo que me preocupe de imediato (Marcelle Brandão, empresária) “


Durante anos, a administradora de empresas e detentora de uma consultoria, Marcelle Brandão, usou um modelo simples de telefone celular, do qual só utilizava o recurso de voz, o despertador e a agenda. Estudou algumas novidades e descobriu que um smartphone poderia facilitar seu corre-corre entre o escritório, os clientes e as aulas que ministra na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Assim que o celular começou a dar sinais de velhice, há cerca de um mês, foi trocado por um modelo de celular inteligente com acesso à internet e recursos de computador, como Word e Excel.

– Já consigo sincronizar os compromissos que guardo no Outlook do meu computador com o celular. Ele tem entrada USB, posso imprimir tudo o que carrego nele sem usar o computador e transporto minhas apresentações para o slideshow diretamente. E eu ainda nem tive tempo de ler tudo nem de explorar tudo o que ele me oferece – comemora Marcelle, que completou um mês com o novo brinquedo em mãos.

A conta mensal ficou mais alta, ela admite:

– Mas ele (o smartphone) tem me servido muito. Com ele atendo mais clientes, faço mais dinheiro, então o valor da conta não é algo que me preocupe de imediato. Foi um investimento – explica.

Allan Macintyre, diretor de marketing da fabricante asiática HTC, especializada em smartphones, explica que um dos sinais de que o usuário pode migrar para um celular mais avançado é a demanda por acesso a dados e a recursos que ajudam a gerenciar informações pessoais.

Reprodução – Se o usuário tem usado com mais desenvoltura o SMS ou as mensagens multimídia, mais do que ligações de voz, então há sinais de que ele prefere se comunicar através de dados. Uma das principais iscas dos smartphones é a oferta de e-mail, e com ele vem a internet. Hoje muitos modelos de smartphones que têm o mesmo teclado do computador (padrão Qwert), já têm tamanhos reduzidos. Cabem na palma da mão e no bolso, e trazem Internet Explorer, como o do computador. Sem contar que o preço é cada vez mais atraente – reforça o executivo.

Macintyre lembra ainda que os smartphones atraem pelas telas coloridas maiores e sensíveis ao toque do usuário, além dos recursos que ele chama de “espertos”: o acesso aos e-mails em tempo real, ao Orkut, ao blog e ao fotolog com a mesma “cara” do microcomputador de casa, Windows Mobile ou plataformas como Symbian, que cada vez mais se assemelham à interface já conhecida pelos usuários.

Além de aparelhos mais baratos, as operadoras também têm ajudado os usuários a desmistificar a idéia de que acesso à internet e aos e-mails pelo celular é algo muito caro, destaca Rosana Fortes, diretora de marketing e produto da Hands, portal que oferece conteúdos gratuitos para celulares e smartphones (via internet e WAP). A executiva lembra que as operadoras já oferecem planos de dados mensais que custam desde R$ 9,90 por acesso limitado (cobrado por volume de dados que o cliente recebe ou envia, medido em kilobits por segundo ou kbps) até R$ 50 por acesso ilimitado (não importa quantos e-mails ou sites o usuário acesso). Rosana cita como exemplo um usuário que está na rua e quer consultar a sinopse de um filme ou decidir a sessão de cinema, ou ainda uma pessoa presa no trânsito que precisa saber sobre o tráfego ou opções de rotas alternativas. Segundo ela, uma consulta completa a um guia de lazer ou de trânsito na tela do smartphone pode custar menos de R$ 0,20.

– Um usuário sente a necessidade de migrar de um telefone comum com poucos recursos para um smartphone quando fica muito tempo longe do computador e sente falta quando não está acessando e-mail do trabalho ou as dicas sobre as ‘boas’ do fim de semana. Quando o usuário viaja muito a trabalho e percebe que gasta demais com cibercafé para ler e-mails, pode ser que ele precise de um smartphone – destaca a executiva.

Já a relações públicas Cristina de Oliveira só foi levada a trocar de celular por um modelo repleto de recursos extras quando o modelo “basicão”, do qual era fã, apresentou problemas na bateria, e o acessório não estava mais à venda.

” Não acho que a gente precise destas coisas todas. Nem dá tempo de aprender a usar! (Cristina de Oliveira, relações públicas) “


– Não acho que a gente precise destas coisas todas. Nem dá tempo de aprender a usar! Talvez para os jovens o celular seja mesmo um brinquedinho, mas para mim ele é um instrumento fundamental de trabalho, para falar e receber recados e pronto. Para quê eu quero um player de música que guarda mais de duas mil canções se eu só ouvir duas ou três? – relata Cristina.

Na opinião dela, os smartphones mais avançados ainda não resolveram problemas básicos do usuário, como a exigência de manter cópias da agenda de contatos tanto no aparelho quanto no aparelho telefônico. Outra demanda que, na opinião de Cristina, os fabricantes deixam a desejar é o excesso de aparelhos novos e a falta de acessórios para todos eles:

– É muito modelo novo e pouca continuidade. Só larguei meu celular antigo porque deu problema na bateria com um ano de uso, e nem nos camelôs encontrei o acessório. Para quê tanto aparelho novo e cheio de recursos se a gente não consegue manter o básico, que são os acessórios? – argumenta.

fonte: www.oglobo.com

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2 Respostas

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