EUA: míssil americano atinge satélite com sucesso

Um míssil disparado de um navio de guerra da Marinha dos Estados Unidos atingiu com sucesso um satélite espião danificado a 247 km da Terra, em uma tentativa de explodir seu tanque com combustível tóxico, informou o Pentágono na quarta-feira.
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» EUA dispara míssil contra satélite

Ainda não se sabe se o tanque foi destruído na operação sobre o oceano Pacífico, disse o Pentágono em nota. Mas uma fonte militar de alto escalão afirmou que, ao que tudo indicada, o objetivo teria sido cumprido.

Segundo Washington, sua meta é impedir que o material possa prejudicar seres humanos, mas a Rússia e a China já expressaram preocupação. Moscou chegou a sugerir que a operação poderia ser usada como fachada para o teste de uma nova arma espacial.

O míssil SM-3 foi lançado do USS Lake Erie no Pacífico por volta de 0h26 (de quinta-feira, pelo horário de Brasília). “Confirmação de que o tanque de combustível foi fragmentado deverá estar disponível dentro de 24 horas”, disse a nota do Pentágono.

De acordo com a fonte militar, o míssil atingiu o satélite cerca de três minutos depois do lançamento. Alguns especialistas espaciais questionaram a justificativa do Pentágono para a missão, afirmando que as chances de qualquer parte do satélite causar danos é extremamente remota.

Alguns países, como a Rússia, deixaram clara a sua preocupação por esta operação por considerá-la um teste antimísseis. Na semana passada, o Ministério da Defesa da Rússia insistiu que “nas explicações americanas, não há argumentos suficientes que justifiquem a decisão de derrubar um satélite em órbita descendente com sistemas antimísseis”.

Autoridades do Pentágono negam que teriam destruído o satélite para impedir que peças confidenciais da estrutura caíssem nas mãos de forças rivais. Maiores informações sobre a operação serão dadas pelo Pentágono durante uma entrevista coletiva às 9h (horário de Brasília) desta quinta.

A operação para destruir o satélite foi avaliada em um custo de entre US$ 40 e 60 milhões e foram utilizados mísseis SM 3, cujo software foi modificado para “reconhecer o satélite”.

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